O nome deste gajo lido pelo britânicos é assim algo onanista, mas a verdade é que o gajo teve-os bem sítio. O homem ficou no estado que as imagens documentam e mesmo assim acabou a etapa. Brutal!
sexta-feira, julho 20, 2012
quarta-feira, julho 18, 2012
Um pouco de Tour
Ainda que à distância lá tenho acompanhando o Tour ao distrito da França. E que gozo me está a dar ver a Sky a dominar da forma que está. E porque? Por serem espectaculares na forma como correm? Não, nada disso. Mas por serem inteligentes e gerirem os seus recursos. Por serem focados, por serem inteligentes. É que dar espectáculo é uma cena bestial mas ter um inglês a vencer um Tour vai fazer milagres pela modalidade naquele país.
Então aqui fica um pouco de contextualização dos quês e do porquês: David Brailsford. É actualmente o Director de Performance do Team GB (na arquitectura portuguesa seria o DTN) e, em simultâneo lidera o Projecto Team Sky. Esta equipa, apesar dos atletas não britânicos que integra, não é mais do que a versão PorTour de algo que começou como um projecto nacional, no velódromo de Manchester. Brailsford pegou numa cantera jovem, teve como porta estandarte do Chris Hoy e moldou um núcleo de trabalho disciplinado, moderno, trabalhador e assim de tudo: limpo. Esses jovens ciclistas obtiveram resultados na pista, longe do culturalmente corrompido ambiente da estrada. Só de Jogos Olímpicos já o mestre Wiggins trouxe 8 medalhitas. Estes jovens profissionalizaram-se depois na estrada, por diferentes equipas.
Acontece que aqui há 2 anos o Brailsford conseguiu os parceiros e nasceu o Team Sky. Os mesmos valores, a mesma cultura, mas agora no ProTour.
Quando a equipa chegou ao pelotão os resultados não apareceram e a equipa foi alvo de chacota. Ele eram as meias de compressão abichanadas, umas botas estranhas que vinham até aos tomates e que serviam para recuperar. Mariquices na suplementação. Estágios e épocas bem planeadas e estruturadas. Enfim, demasiado óbvio para ser notícia, demasiado fora do comum para ser bem recebido no meio de um ciclismo conformado com o seu karma.
O Wiggins perdeu peso. Continuou a trabalhar bem. Continuou a treinar mais e a competir menos. Penou no sobe e desce do Teide. Por seu turno, os líderes da equipa sabem o que querem, têm recursos e possuem um espírito aberto à ciência e multidisciplinariedade que vai dar os resultados. Já agora, dizer que este espírito, esta forma de trabalhar, estes recursos e cultura vão dar os mesmos frutos num outro evento que dentro de dias começa ali pelos lados de Londres (esperem para ver...).
Se quiserem saber um pouco mais sobre isto o El País traz um artigo muito interessante. Não é demasiado extenso e versa um pouco esta temática do treino. Já agora, o Mujika que ali é referido é o treinador dos triatletas Eneko Llanos e da Ainhoa Murua.
Então aqui fica um pouco de contextualização dos quês e do porquês: David Brailsford. É actualmente o Director de Performance do Team GB (na arquitectura portuguesa seria o DTN) e, em simultâneo lidera o Projecto Team Sky. Esta equipa, apesar dos atletas não britânicos que integra, não é mais do que a versão PorTour de algo que começou como um projecto nacional, no velódromo de Manchester. Brailsford pegou numa cantera jovem, teve como porta estandarte do Chris Hoy e moldou um núcleo de trabalho disciplinado, moderno, trabalhador e assim de tudo: limpo. Esses jovens ciclistas obtiveram resultados na pista, longe do culturalmente corrompido ambiente da estrada. Só de Jogos Olímpicos já o mestre Wiggins trouxe 8 medalhitas. Estes jovens profissionalizaram-se depois na estrada, por diferentes equipas.
Acontece que aqui há 2 anos o Brailsford conseguiu os parceiros e nasceu o Team Sky. Os mesmos valores, a mesma cultura, mas agora no ProTour.
Quando a equipa chegou ao pelotão os resultados não apareceram e a equipa foi alvo de chacota. Ele eram as meias de compressão abichanadas, umas botas estranhas que vinham até aos tomates e que serviam para recuperar. Mariquices na suplementação. Estágios e épocas bem planeadas e estruturadas. Enfim, demasiado óbvio para ser notícia, demasiado fora do comum para ser bem recebido no meio de um ciclismo conformado com o seu karma.
O Wiggins perdeu peso. Continuou a trabalhar bem. Continuou a treinar mais e a competir menos. Penou no sobe e desce do Teide. Por seu turno, os líderes da equipa sabem o que querem, têm recursos e possuem um espírito aberto à ciência e multidisciplinariedade que vai dar os resultados. Já agora, dizer que este espírito, esta forma de trabalhar, estes recursos e cultura vão dar os mesmos frutos num outro evento que dentro de dias começa ali pelos lados de Londres (esperem para ver...).
Se quiserem saber um pouco mais sobre isto o El País traz um artigo muito interessante. Não é demasiado extenso e versa um pouco esta temática do treino. Já agora, o Mujika que ali é referido é o treinador dos triatletas Eneko Llanos e da Ainhoa Murua.
(gosto deste rabisco do Froome Dog - Fetch that Nibali. Fetch!! :-) )
terça-feira, julho 17, 2012
sexta-feira, junho 22, 2012
Epílogo (do post anterior)
Consciente de que o Pulmão é um espaço de referência para os nossos guerreiros deslocados na Polónia e Ucrânia deixo aqui, ao meu bom amigo Paulinho Bento, um vídeo para ser exibido na palestra de preparação para o jogo contra a Espanha (ou França).
Ainda que com uma música foleira, o vídeo reforça a suspeita de que estamos entre os melhores do mundo e que a solidariedade entre elementos da mesma equipa resulta em cenas, tipo, boas. Porque "Respect" e "Fairplay" são cenas que o Platini curte, o vídeo mostra também como é que isso se faz.
ah! Sr. Aníbal: a tal "outra" cena do Rui Costa de que falámos: foi isto aqui em baixo. Foi isto que ele fez. E o logotipo do canal que aparece ali em baixo é de uma televisão norte-americana. Eles lá na América também se interessam por cenas redondas, tipo rodas. Por falar em América, a rapaziada do Jornal A Bola publicou esta semana uma lista dos desportistas mais bem pagos do mundo. Pode parecer estranho mas o primeiro jogador da bola está apenas na 8ª posição. Esquisito, não é? Haver cenas que, algures por esse mundo, possam ser mais valorizadas do que a bola. Mas siga! Por certo aquela lista é como os números da execução do orçamento, tem lá não sei o quê mas depois não tem o outro e fica tudo trocado.
Vá, quem ficou ontem a assistir em DIRECTO no Canal 1 da RTP à conferência de imprensa do Paulinho, com perguntas feitas em inglês (sem que o José Rodrigues dos Santos ou o Nuno Rogeiro fizessem a tradução simultânea) está agora obrigado a dedicar 12 minutinhos ao Rui Costa e com a janela do vídeo maximizada!!
Ainda que com uma música foleira, o vídeo reforça a suspeita de que estamos entre os melhores do mundo e que a solidariedade entre elementos da mesma equipa resulta em cenas, tipo, boas. Porque "Respect" e "Fairplay" são cenas que o Platini curte, o vídeo mostra também como é que isso se faz.
ah! Sr. Aníbal: a tal "outra" cena do Rui Costa de que falámos: foi isto aqui em baixo. Foi isto que ele fez. E o logotipo do canal que aparece ali em baixo é de uma televisão norte-americana. Eles lá na América também se interessam por cenas redondas, tipo rodas. Por falar em América, a rapaziada do Jornal A Bola publicou esta semana uma lista dos desportistas mais bem pagos do mundo. Pode parecer estranho mas o primeiro jogador da bola está apenas na 8ª posição. Esquisito, não é? Haver cenas que, algures por esse mundo, possam ser mais valorizadas do que a bola. Mas siga! Por certo aquela lista é como os números da execução do orçamento, tem lá não sei o quê mas depois não tem o outro e fica tudo trocado.
Vá, quem ficou ontem a assistir em DIRECTO no Canal 1 da RTP à conferência de imprensa do Paulinho, com perguntas feitas em inglês (sem que o José Rodrigues dos Santos ou o Nuno Rogeiro fizessem a tradução simultânea) está agora obrigado a dedicar 12 minutinhos ao Rui Costa e com a janela do vídeo maximizada!!
segunda-feira, junho 18, 2012
A Besta e o Bestial
Eu não sou fã do nosso PR. Pá... Não consigo. Acho que um tipo chegar a Chefe de Estado sem saber comunicar é a melhor imagem que se pode ter deste país. Cabe na cabeça de alguém haver um Chefe de Estado que se queixa de não ter dinheiro para pagar as contas de casa? Vocês imaginam o Obama a fazer este tipo de conversa? Ou a Merkl? Ou qualquer outro?
Anyway, muito teria eu a dizer sobre ele, mas o parágrafo anterior é apenas uma introdução à temática. O infeliz do nosso Presidente até na hora de dar os parabéns a um atleta consegue meter os pés. Voltou a ser pequenino, voltou a não ir para além do óbvio, daquilo que lhe dá a TVI, daquilo que sabe o povão.
Na verdade, e reflectindo bem na coisa, talvez ele seja mesmo como as nossas donas de casa, como os senhores do café, como os jornalistas da TVI, como o Professor Marcelo. Ele é como todos eles. Ele conhece o Ronaldo, tem uma camisola dele, que até usa quando vê a bola, e, de desporto, estamos conversados, fica-se por ai. Já ouviu falar de outros, já lhe disseram para homenagear alguns e ele fê-lo. Fê-lo, mas não os conhece, não sabe o que eles fazem, não se emociona com eles. Ele só se emociona mesmo com a possibilidade de os Açores serem autónomos...
Vejam este troço da mensagem que ele dirige ao Rui Costa depois de este deixar atrás de si no pódio da Volta à Suíça o Frank Schleck e o Levi Leipheimer:
Felicito-o pelo seu elevado nível desportivo e sublinho que o resultado alcançado contribui para a valorização do Desporto em Portugal e constitui um estímulo para os jovens desportistas portugueses, confirmando que Portugal tem potencial para explorar outras modalidades, tornando-se um país de excelência no desporto.
Tradução:
Você ganhou qualquer coisa. Parabéns. Diz que foi de desporto. E isso é bom, dá saúde. As crianças gostam de ter heróis, como o Ronaldo. Na semana passada meti uma medalha ao pescoço da outra rapariga ninja do Benfica, acho que é a Telma. É bom, haver assim outras pessoas a fazer coisas. Eu gostava que o meu netinho (o Papa uma vez até disse o nome dele) também fizesse assim coisas, como ir nadar e assim. Mas infelizmente não temos posses para a mensalidade da piscina.
Agora a sério: Porra! "outras"?! Cavaco: "outras"?! Para além do quê? da bola? Mas o que é o Rui Costa tem a ver com a bola, é o nome? Foi isso. Foi o nome. Foi por causa do nome que ele usou o "outras".
PS: ontem ouvi o Professor Marcelo dizer na TVI que nós jogámos bem contra a Rússia...
Anyway, muito teria eu a dizer sobre ele, mas o parágrafo anterior é apenas uma introdução à temática. O infeliz do nosso Presidente até na hora de dar os parabéns a um atleta consegue meter os pés. Voltou a ser pequenino, voltou a não ir para além do óbvio, daquilo que lhe dá a TVI, daquilo que sabe o povão.
Na verdade, e reflectindo bem na coisa, talvez ele seja mesmo como as nossas donas de casa, como os senhores do café, como os jornalistas da TVI, como o Professor Marcelo. Ele é como todos eles. Ele conhece o Ronaldo, tem uma camisola dele, que até usa quando vê a bola, e, de desporto, estamos conversados, fica-se por ai. Já ouviu falar de outros, já lhe disseram para homenagear alguns e ele fê-lo. Fê-lo, mas não os conhece, não sabe o que eles fazem, não se emociona com eles. Ele só se emociona mesmo com a possibilidade de os Açores serem autónomos...
Vejam este troço da mensagem que ele dirige ao Rui Costa depois de este deixar atrás de si no pódio da Volta à Suíça o Frank Schleck e o Levi Leipheimer:
Felicito-o pelo seu elevado nível desportivo e sublinho que o resultado alcançado contribui para a valorização do Desporto em Portugal e constitui um estímulo para os jovens desportistas portugueses, confirmando que Portugal tem potencial para explorar outras modalidades, tornando-se um país de excelência no desporto.
Tradução:
Você ganhou qualquer coisa. Parabéns. Diz que foi de desporto. E isso é bom, dá saúde. As crianças gostam de ter heróis, como o Ronaldo. Na semana passada meti uma medalha ao pescoço da outra rapariga ninja do Benfica, acho que é a Telma. É bom, haver assim outras pessoas a fazer coisas. Eu gostava que o meu netinho (o Papa uma vez até disse o nome dele) também fizesse assim coisas, como ir nadar e assim. Mas infelizmente não temos posses para a mensalidade da piscina.
Agora a sério: Porra! "outras"?! Cavaco: "outras"?! Para além do quê? da bola? Mas o que é o Rui Costa tem a ver com a bola, é o nome? Foi isso. Foi o nome. Foi por causa do nome que ele usou o "outras".
PS: ontem ouvi o Professor Marcelo dizer na TVI que nós jogámos bem contra a Rússia...
segunda-feira, junho 04, 2012
O dia das pessoas mais pequeninas
Atrasada, bem sei. Mas aqui fica uma mini-homenagem às minhas pessoas pequeninas preferidas.
Explicar que nesta primeira imagem aparece a Ben acompanhada por um desenho da minha pessoa. É assim que ela me vê. Bom, na verdade ainda faltava desenhar as mãos.
Aqui em baixo aparece o outro caga-tacos que estava a fazer polvos a partir de iogurtes. Eu achei que as favolas do bicho estão ainda mais espectaculares que os tais polvos de 14 patas.
Explicar que nesta primeira imagem aparece a Ben acompanhada por um desenho da minha pessoa. É assim que ela me vê. Bom, na verdade ainda faltava desenhar as mãos.
Aqui em baixo aparece o outro caga-tacos que estava a fazer polvos a partir de iogurtes. Eu achei que as favolas do bicho estão ainda mais espectaculares que os tais polvos de 14 patas.
quarta-feira, maio 30, 2012
Orgulho, muito!
Quando alguém se entrega de corpo e alma a um projecto de
vida são gerados produtos e subprodutos. Não raras vezes, o produto obtido não
é o desejado nem tão pouco reflecte o empenho e perfeccionismo que o protagonista
coloca na sua acção. Também não raras vezes são gerados subprodutos: matéria sentimental-e-experiêncistica
muitas vezes desprezada mas que é, na minha opinião, o bem mais valioso de todo
o processo.
Ainda que eu não passe de uma testemunhazita desta Viagem não
deixo de me envolver com os protagonistas e com eles partilhar alegrias e
tristezas. Pese embora, com o passar dos anos, tenha percebido que o meu espaço
sentimental, e até muitas das minhas ideias, vivem melhor em privacidade e reserva,
não consigo anular por completo o ímpeto da comunicação, sobretudo quando a
temática me apaixona e me envolve até ao tutano.
Consentido o ímpeto, quero relatar o enorme, gigante,
orgulho que sinto nos triatletas que estiveram envolvidos nesta qualificação para
Londres e também nos outros que, não estando directamente na luta pelos Jogos,
com eles trabalharam e os apoiaram.
O João Pereira não vai estar presente nos Jogos de Londres. Não
porque não mereça, porque não tenha qualidade, porque não tenha tido
oportunidades ou porque tenha acontecido algo de errado. Nada disso. O que lhe aconteceu
foi apenas desporto. Em luta directa com adversários super qualificados ganhou
umas vezes, perdeu outras, teve sorte numas, teve azar noutras, terminou no 39º
lugar do Ranking Olímpico mas não chegou. Tudo somado ele fica de fora. O
último qualificado para Londres está no lugar 70 mas a matemática é bem mais dura
quando há mais atletas de nível no mesmo país. Para que o país levasse 3 homens
a Londres ele teria de ter terminado no lugar 35 ou, se se preferir, bastaria teria de levado menos 38 segundos na última das 26 provas de qualificação em que participou.
O Pereira lutou como um gigante e fez-me babar de orgulho
por ele ser português e por ser um dos meus, dos nossos. E de todo o processo
há um subproduto de valor inestimável e que espero – com muita, muita
força - que ele consiga apreciar e desenvolver. O processo preservou a
personagem pura, o rapaz humilde mas concebeu um enorme atleta, um grande
campeão, uma força da natureza, um vulcão que a curto prazo nos vai dar muitas
alegrias.
A dificuldade e a intensidade do processo revelou ainda uma nova
vertente no grupo de trabalho. O Miguel Arraiolos abdicou das suas aspirações
(legítimas) no Europeu para ser o anjo da guarda do Bruno. Desempenhou o papel
enquanto as pernas aguentaram. Mas de facto, quando se vai com o Cancellara,
não há descanso nem quando se segue na roda…
Nessa mesma prova, o Duarte e o Silva colocaram-se na frente
do pelotão para o travar, anularam fugas, responderam a ataques e até a sua água
o Duarte deu ao Pereira porque o calor era muito e aquele motor V12 consume mais
que 2 bidons/40km.
Espero que nestas curtas pinceladas tenha conseguido fazer um
retrato digno da excelência que temos dentro de portas. Da minha parte,
estou-lhes grato pelas lições e cá continuarei a remar para ser digno da
companhia.
Venham agora 10 semanas de preparação para enfrentar uma prova duríssima. Aquela natação... vai andar tanto, tanto, tanto. No ciclismo vai ficar claro que não são precisas dificuldades de percurso para haver dificuldades para os atletas. E na corrida vão andar mais os que tiverem melhor estômago para digerir tudo o resto. Portugal vai lá ter talento e consistência. Atributos que podem não garantir medalhas (essas nem os Brownlee estão em posição de prometer) mas que garantem que as cores nacionais vão estar muito bem entregues e na briga. Isso de certeza!
Obrigado pessoal!
quarta-feira, maio 23, 2012
Il Giro
O Giro é uma das provas que, do ponto de vista dos cenários, mais aprecio. O percurso serpenteia por montanhas fabulosas. A etapa de hoje é uma daqueles que gostaria de ver bem refastelado no sofá em casa!
Aqui fica uma pequena treila para abrir o apetite para logo à tarde.
Aqui fica uma pequena treila para abrir o apetite para logo à tarde.
Greve dos comboios?
Incha! Parece que os maquinistas dos comboios lá em cima no Evaristo também estão de greve! Ca granda granel!
Era como ontem discutíamos no BTT vespertino (@montanhacima): qualquer dia têm lá um cabo de aço e é só engatar a segurança e ir por ali acima. Depois, quando algum se sentir mal é só meter-lhe um bocado de chumbo nas botas e despachar para o campo base!! :-)
sexta-feira, maio 11, 2012
Anthony Bourdain em "No Reservations" faz retrato sobre Lisboa
Aqui está uma reportagem curtida! Portugal é bom, Lisboa é nice, é pena que nos tratemos tão mal e que não demos valor às (muitas) coisas boas que temos.
quarta-feira, maio 09, 2012
G-Strong
Já cá faltava um par de linhas dedicadas ao G-Strong. Ora, achei assim ao correr do rato um artigo do famoso Dr. Michele Ferrari reflectindo sobre as hipóteses de o Lance Armstrong vencer no Hawaii.
Primeiros: para quem não sabe, este Ferrari é um dos mais, senão o mais, afamados médicos-treinadores do ciclismo. Tem sido repetidamente julgado por fraude e distribuição de produtos dopantes. O Armstrong teve-o (tem) como amigo e conselheiro durante muitos anos. Contudo, depois de este ter sido envolvido em mais um escândalo o texano veio publicamente anunciar que, apesar de se tratar de uma pessoa amiga, cortava o relacionamento profissional com ele. Enfim... no ano passado o Ferrari voltou à baila por ter feito do Cadel Evans um vencedor no Tour.
Bom, é muita giro ler no texto insinuações às performances dos triatletas fazem no Hawaii. Vindas dele é algo irónico.
Seja como for, ele parece ter retomado o contacto profissional com o G-Strong. Contudo, a avaliar pelos estoiros que este tem mandado nas últimas provas a coisa ainda está longe de afinada.
Tomai lá:
Can Lance win in Kona?
By: Michele Ferrari
Published: 21 Feb 2012
How the top performers of IronMan events are able to run the final marathon leg in 2h40min after having pedaled "in the wind" for 180km at 40km/h is a "METABOLIC PRODIGY" not easy to explain.
Even if we consider the swimming leg (about 50min), the bike part alone means an effort of 4h30min, which, for the corresponding intensity translates to a consumption of approximately 700g of CHO and 175g of fats (Med Sci Sports Exerc 1998, 30:1744-1750; Plugers Arch 1998, 436211-219).
Since the maximum amount of glycogen that can be stored in the muscles for an athlete of 70 kg is around 700-800g, it is difficult to explain how an athlete can run for 42 km at 16 km/h with glycogen stores almost totally depleted by the previous cycling performance.
Running at this speed requires an oxygen consumption of 53ml/kg/min, which corresponds to 70% of the average VO2max value of elite athletes (VO2max = 75ml/kg/min): impossible to hold this intensity of effort without a significant contribution of CHO as fuel.
In order to be able to realize such performance at the end of an IronMan, the triathlete must have a lipid power (see article 53x12.com) definitely higher than other elite athletes, with values up to 1.20 g/min, so he/she can use a high % of fats in the bike leg, saving the glycogen essential for the running.
Lance Armstrong has recently completed a 70.3 (half Ironman in Panama) in 3h50'55": after a good swimming leg, he rode the undulating 90 km at 41.5 km/h and ran the 21.1 km at 16.4 km/h.
The first part of the running leg was done a bit too fast (around 18 km/h), thus compromising the final phases of the race (the last 6.3 km were done at 14.8 km/h): a wrong distribution of the intensity of effort probably cost him the victory in this event, which in any case resulted in an excellent 2nd place just 42" behind the winner, Olympic medalist Bevan Docherty from New Zealand.
Now, a 70.3 is a very different thing from a full IronMan, but knowing the athlete well, I can hazard a few calculations.
Pedaling at 40 km/h, on a flat course, with a time trial bike, Lance produces a power of 250w (personal observations): this intensity is relatively low for his aerobic engine, representing around 50% of his VO2max.
It takes 4h30min to ride the whole 180 km at 40 km/h; at an average power of 250W, this corresponds to a consumption of 900Kcal/h, equal to 4050Kcal for the cycling effort.
Assuming Armstrong at such low intensity (for him) utilizes 40% carbohydrate and 60% fats as fuel (with an RER = 0.82 approximately), in the bike leg he will consume 405g of CHO (1.50g/min) and 270g of fats (1.00g/min).
Running the marathon in 2h40min corresponds to a consumption of 1100Kcal/h, for a total of 2975 Kcal: if Lance will be able to use 50% carbohydrate and 50% fat (RER = 0.85 approx.), in the running leg he will consume 372g of CHO (2.32g/min) and 165g of lipids (1.03g/min).
It would probably be more convenient for Lance to ride the bike part at 41 km/h (260-265w), completing the 180 km course in about 4h23min, and set the running part at a more cautious pace (around 15 km/h), a speed best suited to his physical characteristics.
In order for Lance to succeed in the challenge, he will have to:
- get his organism used to burning fats as fuel (through diet and training)
- saturate his glycogen stores before the race (cargo-loading)
- improve his efficiency in running at the race pace (reduce the energetic cost/km)
- decrease his body to around 70 kg
- distribute the race pace as best as possible, also in relation with the outdoor temperature
If his 40 years of age will allow him to recover the hard necessary training and avoid any injury, he may as well make it...
Primeiros: para quem não sabe, este Ferrari é um dos mais, senão o mais, afamados médicos-treinadores do ciclismo. Tem sido repetidamente julgado por fraude e distribuição de produtos dopantes. O Armstrong teve-o (tem) como amigo e conselheiro durante muitos anos. Contudo, depois de este ter sido envolvido em mais um escândalo o texano veio publicamente anunciar que, apesar de se tratar de uma pessoa amiga, cortava o relacionamento profissional com ele. Enfim... no ano passado o Ferrari voltou à baila por ter feito do Cadel Evans um vencedor no Tour.
Bom, é muita giro ler no texto insinuações às performances dos triatletas fazem no Hawaii. Vindas dele é algo irónico.
Seja como for, ele parece ter retomado o contacto profissional com o G-Strong. Contudo, a avaliar pelos estoiros que este tem mandado nas últimas provas a coisa ainda está longe de afinada.
Tomai lá:
Can Lance win in Kona?
By: Michele Ferrari
Published: 21 Feb 2012
How the top performers of IronMan events are able to run the final marathon leg in 2h40min after having pedaled "in the wind" for 180km at 40km/h is a "METABOLIC PRODIGY" not easy to explain.
Even if we consider the swimming leg (about 50min), the bike part alone means an effort of 4h30min, which, for the corresponding intensity translates to a consumption of approximately 700g of CHO and 175g of fats (Med Sci Sports Exerc 1998, 30:1744-1750; Plugers Arch 1998, 436211-219).
Since the maximum amount of glycogen that can be stored in the muscles for an athlete of 70 kg is around 700-800g, it is difficult to explain how an athlete can run for 42 km at 16 km/h with glycogen stores almost totally depleted by the previous cycling performance.
Running at this speed requires an oxygen consumption of 53ml/kg/min, which corresponds to 70% of the average VO2max value of elite athletes (VO2max = 75ml/kg/min): impossible to hold this intensity of effort without a significant contribution of CHO as fuel.
In order to be able to realize such performance at the end of an IronMan, the triathlete must have a lipid power (see article 53x12.com) definitely higher than other elite athletes, with values up to 1.20 g/min, so he/she can use a high % of fats in the bike leg, saving the glycogen essential for the running.
Lance Armstrong has recently completed a 70.3 (half Ironman in Panama) in 3h50'55": after a good swimming leg, he rode the undulating 90 km at 41.5 km/h and ran the 21.1 km at 16.4 km/h.
The first part of the running leg was done a bit too fast (around 18 km/h), thus compromising the final phases of the race (the last 6.3 km were done at 14.8 km/h): a wrong distribution of the intensity of effort probably cost him the victory in this event, which in any case resulted in an excellent 2nd place just 42" behind the winner, Olympic medalist Bevan Docherty from New Zealand.
Now, a 70.3 is a very different thing from a full IronMan, but knowing the athlete well, I can hazard a few calculations.
Pedaling at 40 km/h, on a flat course, with a time trial bike, Lance produces a power of 250w (personal observations): this intensity is relatively low for his aerobic engine, representing around 50% of his VO2max.
It takes 4h30min to ride the whole 180 km at 40 km/h; at an average power of 250W, this corresponds to a consumption of 900Kcal/h, equal to 4050Kcal for the cycling effort.
Assuming Armstrong at such low intensity (for him) utilizes 40% carbohydrate and 60% fats as fuel (with an RER = 0.82 approximately), in the bike leg he will consume 405g of CHO (1.50g/min) and 270g of fats (1.00g/min).
Running the marathon in 2h40min corresponds to a consumption of 1100Kcal/h, for a total of 2975 Kcal: if Lance will be able to use 50% carbohydrate and 50% fat (RER = 0.85 approx.), in the running leg he will consume 372g of CHO (2.32g/min) and 165g of lipids (1.03g/min).
It would probably be more convenient for Lance to ride the bike part at 41 km/h (260-265w), completing the 180 km course in about 4h23min, and set the running part at a more cautious pace (around 15 km/h), a speed best suited to his physical characteristics.
In order for Lance to succeed in the challenge, he will have to:
- get his organism used to burning fats as fuel (through diet and training)
- saturate his glycogen stores before the race (cargo-loading)
- improve his efficiency in running at the race pace (reduce the energetic cost/km)
- decrease his body to around 70 kg
- distribute the race pace as best as possible, also in relation with the outdoor temperature
If his 40 years of age will allow him to recover the hard necessary training and avoid any injury, he may as well make it...
top3!
É como diz o Paulo Futre: um gajo tem de ter uma linha! "é esta a linha, é este o projecto!" E a minha bem-amada terra neste tipo de cenas não facilita: segue a linha até ao limite e vai ao pódio! Bronze!
Um pouco mais a sério: eu posso compreender que uma entidade se endivide para se tornar mais competitiva, para fazer acontecer e depois recuperar o investimento. Contudo, ou eu estou muito leste do que se passa por lá (até admito que sim, estou longe), ou o Fundão está tudo menos competitivo.
Eu olho para a lista do top10 e vejo cidades do Allgarve - que mesmo em altura de crise têm uma capacidade brutal de atrair pessoas, logo valor; vejo capitais de distrito e vejo o "Porto B" (Gaia).
Quando olho para o top3, lembro-me de um caríssimo autódromo em Portimão, lembro-me do Redbull Air-Race e do Festival Marés Vivas em Gaia mas depois só me lembro do Chocalhos em Alpedrinha.... Sinceramente, há aqui uma desproporcionalidade que não consigo compreender.
Tenho um misto de receio e esperança em quem herdou isto. Por um lado reconheço capacidade intelectual e criativa ao actual boss, mas por outro lado, há lá quem ache, e cito: "uma câmara nunca vai à valência". Não quero imaginar o que é gerir este buraco negro, que terá uma espécie de gravidade infinita que atrai Tudo para dentro de si. E o problema maior é este Tudo ser muito magrinho.
Custa uma fortuna visitar o Fundão. Os transportes mais baratos são uma jarda. A mão de obra qualificada fugiu de lá para não passar fome. As atracções naturais não têm ainda um suporte que as tornem competitivas. Algumas das atracções culturais morreram (outras surgiram reconheça-se). As pessoas envelheceram.
Temo muito que neste cenário o Fundão se torna ainda mais interessante para mim: que tenha demasiada paz e sossego.
uhm...sempre pensei que havia mais...
A legenda:
"...This picture shows the size of a sphere that would contain all of Earth's water in comparison to the size of the Earth. The blue sphere sitting on the United States, reaching from about Salt Lake City, Utah to Topeka, Kansas, has a diameter of about 860 miles (about 1,385 kilometers) , with a volume of about 332,500,000 cubic miles (1,386,000,000 cubic kilometers). The sphere includes all the water in the oceans, seas, ice caps, lakes and rivers as well as groundwater, atmospheric water, and even the water in you, your dog, and your tomato plant..."
Com tão pouca água o melhor é mesmo cuidar dela...
quarta-feira, maio 02, 2012
E chove e tanto
Não há direito... Vem um tipo de longe à procura de uns dias dedicados a si próprio e ao desporto e leva com a maior chuvada dos últimos 10 meses. E o pior é que não estou com power para me enfiar debaixo deste molho.
As ruas do Fundão estão assim mortiças, como a foto ilustra.
A parte boa é que a tv, a net e a comida em casa dos progenitores é boa.
A outra parte boa é perceber que a Ministra Cristas é boa a rezar por chuva, já para o resto... Jezzzz... "como se vê pela promoção de ontem (do Pingo Doce) podemos introduzir a taxa alimentar"??!!
terça-feira, maio 01, 2012
quinta-feira, abril 26, 2012
Brutos que até ferve!
Alguém viu ontem aqueles fedelhos eleitos para deputados a mostrarem ao país o brutos que são? Não viram? Então espreitem aqui este artigo de opinião da SIC que relata o sucedido.
E porque raio que é que isto me leva a escrever um artigo aqui no berlogue? Por vários motivos. A saber:
1 - Sou fã do 25 de Abril. Não sou fã dos que à boleia dele se abotoaram que nem uns alarves e deram cabo disto tudo (Soares, amigo, esta é para ti);
2 - Já não escrevo há bastante tempo e nada melhor que este quadro pitoresco para retomar a actividade;
3 - Por esta data tão especial padeço sempre de uma espécie de urticária que julgo ser motivada pelos comentários paternalistas dos vários doutores_do_prec (os mesmos que acumulam reformas e lamentam muito os recibos verdes mas que deles usam e abusam nas organizações que dirigem) que chegaram a essa condição a fumar berlaites e com as botas em cima das mesas;
Foram estes doutores_e_engenheiros do_prec_agora_paternalistas_comentadores quem primeiro se preocupou com o SER em vez do FAZER. Os seus sucessores são os fedelhos que tão boa conta de si deram na entrevista da TVI a que me refiro ali em cima.
A malta tem de ter noção que são estes garotos de discurso ensaiado, filhos da jota, cheios de chavões e truques de politiquês que mandam em nós e que conduzem o nosso destino (uma pequena parte dele, pelo menos).
E não lhes peçam que compreendam a rica figura de parvos que fizeram nesta entrevista. Ora, se nem o Cavaco, que anda nisto vai para mais de 300 anos, compreende, porque haveriam eles compreender?! Na tola daquela malta aquilo é uma partida de 25 de Abril (de muito mau gosto) de um jornalista mal formado que só os quer fazer parecer mal.
E o que é que eu quero com esta coisa toda?
Oh menino, eu não quero nada, tanto se me dá como se me deu que a malta os eleja. A mim nunca me enganaram. Levo com eles, ah pois levo. Mas ao menos sou encavado de consciência tranquila, que dói muito menos e não me desalinha os chakras!
Sorte e saúde!
E porque raio que é que isto me leva a escrever um artigo aqui no berlogue? Por vários motivos. A saber:
1 - Sou fã do 25 de Abril. Não sou fã dos que à boleia dele se abotoaram que nem uns alarves e deram cabo disto tudo (Soares, amigo, esta é para ti);
2 - Já não escrevo há bastante tempo e nada melhor que este quadro pitoresco para retomar a actividade;
3 - Por esta data tão especial padeço sempre de uma espécie de urticária que julgo ser motivada pelos comentários paternalistas dos vários doutores_do_prec (os mesmos que acumulam reformas e lamentam muito os recibos verdes mas que deles usam e abusam nas organizações que dirigem) que chegaram a essa condição a fumar berlaites e com as botas em cima das mesas;
Foram estes doutores_e_engenheiros do_prec_agora_paternalistas_comentadores quem primeiro se preocupou com o SER em vez do FAZER. Os seus sucessores são os fedelhos que tão boa conta de si deram na entrevista da TVI a que me refiro ali em cima.
A malta tem de ter noção que são estes garotos de discurso ensaiado, filhos da jota, cheios de chavões e truques de politiquês que mandam em nós e que conduzem o nosso destino (uma pequena parte dele, pelo menos).
E não lhes peçam que compreendam a rica figura de parvos que fizeram nesta entrevista. Ora, se nem o Cavaco, que anda nisto vai para mais de 300 anos, compreende, porque haveriam eles compreender?! Na tola daquela malta aquilo é uma partida de 25 de Abril (de muito mau gosto) de um jornalista mal formado que só os quer fazer parecer mal.
E o que é que eu quero com esta coisa toda?
Oh menino, eu não quero nada, tanto se me dá como se me deu que a malta os eleja. A mim nunca me enganaram. Levo com eles, ah pois levo. Mas ao menos sou encavado de consciência tranquila, que dói muito menos e não me desalinha os chakras!
Sorte e saúde!
sexta-feira, abril 13, 2012
segunda-feira, abril 02, 2012
Reinaldo? prepara a bandeira!
J: Reinaldo?...
D: Escuto?...
J: Prepara a bandeira!!
Era mais ou menos assim que, a propósito da suposta e afamada
recto-interacção entre o Reinaldo do Sporting e uma das Doce, decidimos instituir
o código de comunicação via rádio no Europeu de Triatlo Sub23 de Tiszaujvaros,
na Hungria, isto já em 2004. Nesse ano o Bruno Pais tinha ficado de fora dos
Jogos Olímpicos por uma situação mínima e a Vanessa começava já a mostrar ao
mundo aquilo que ali estava.
De maneiras que, antes dos Jogos de Atenas, fomos para este
europeu com uma equipa muito forte e motivada. O Bruno queria sacar a espinha
de não ir a Atenas, o Duarte estava com um excelente nível e o João Cavaleiro,
já correr bem, fechava e equipa. No lado feminino, a Vanessa dava 15 a 0 às
outras miúdas.
Aquilo por lá começou e demos uma valente
cabazada naquela malta toda. Ganhámos nos homens e nas mulheres, ainda ganhamos
o bronze nas equipas masculina e a moral não poderia estar mais em alta.
De que me lembre, esta foi uma das provas onde mais me
diverti com as comunicações entre o pessoal de apoio aos atletas. Nessa equipa
de apoio estava eu, o Pedro Rocha (Massagista) e o Miguel Jourdan. Foi do
cacete! E a festa à noite então, foi do melhor. Estávamos muito felizes pelos
bons resultados de todos e muito especialmente por sentir que o Bruno tinha
ganho um título que merecia muito. À noite até parecia que o raio das camisolas
de Portugal tinham mel.
Memórias como esta fazem-me sorrir e é elas que uma pessoa se agarra quando se leva uma martelada, como ontem todos levámos. Felizmente as boas
memórias são muitas e tenho feito uma série de divertidos rewinds mentais
nestas últimas horas.
Também lá na Hungria tínhamos os dois saído para uma corrida
(nesses tempos eu corria) e a certa altura vimos a equipa francesa. Dizia ele
então: bora acelerar, acelera, acelera e sorri, faz boa cara! Passamos por eles
que até abanam. O gajos borram-se logo e pensam que se os misters andam assim então
o que fará os atletas…
E por ai em diante, vá. O Jourdan era um tipo com uma leitura excepcional do que estava a acontecer na prova. Para além do enorme capital de conhecimento e experiência que tinha, era na ligação afectiva com os miúdos e na leitura das provas que ele se mais se destacava. Deve ter a ver com o facto de ter sido atleta com algum nível, pois identifico essa ratice e manha também no Lino.
E é assim. Ora se está bem, ora não se está, de todo.
Da minha parte, deixo-lhe estas singelas linhas de texto que,
espero, tenham a capacidade de traduzir a forma apaixonada e divertida como ele
vivia o triatlo. Do meu lado, sinto-me grato por tudo quanto aprendi com ele.
Um valente abraço e até já pá!
quinta-feira, março 08, 2012
Alívio
Acho que é isso que sinto, alívio.
É. Sem dúvida. Alívio.
Este fim-de-semana vou finalmente ao Fundão. É a primeira vez que em 2012 lá ponho os cotos. Deve ser também uma das minhas mais longas apneias. E que difícil é. Acho que quando estou por lá até o suco gástrico me sabe bem (yaaac! que imagem...)
No fundo, no fundo, eu sou um emigrante no meu próprio país (agora que falo nisso também me ocorreu que poderia ser proxeneta).
Bom, voltando ao tema: estou satisfeito por lá ir acima. Aquele canto é meu, sinto-o como tal. Aqui em baixo vivo por empréstimo. A malta deixa-me cá viver, trata-me bem mas só cá estou para trabalhar. Lá em cima não. Lá eu consigo mudar as agulhas. E que bem que isso me sabe.
Associado a este facto, estou também satisfeito porque o Pai Álvaro vai apresentar um dos seus já cerca de vários livrinhos. Desta feita, a obra a apresentar é sobre o seu menino, o Parque de Campismo do Fundão (e um pouquinho também sobre o Convento de Santo António). Ele não queria grande alarido na coisa mas pelos vistos lá se foram proporcionando as condições para que assim não seja e aquilo promete estar compostinho. Consta até que vai ter, pelo menos um, apresentador de luxo.
Imagino que lhe tenha sabido muito bem, transpor para texto as memórias de 25 anos de carolice. Aprecio isso e imagino que tenha sorrido muitas vezes sozinho enquanto passava revista à cabeça e se reencontrava com as peripécias e com aqueles amuos que não resistem ao tempo.
Penso entender bem este gozo em torno da carolice. Pudera, na verdade é isso que sou, um carola. Não fora o gosto pela coisa e jamais trabalharia no que trabalho.
Tenho já em forma de ideia algumas sensações que a leitura do livro me trouxe. Mas se me permitem, vou guardá-las para a apresentação.
PS: entretanto chegou-me esta reportagem sobre a apresentação de domingo.
Fica a musiqueta do dia, e votos de bom fim-de-semana. O meu vai ser! Vou renovar o ar dos pulmões!
É. Sem dúvida. Alívio.
Este fim-de-semana vou finalmente ao Fundão. É a primeira vez que em 2012 lá ponho os cotos. Deve ser também uma das minhas mais longas apneias. E que difícil é. Acho que quando estou por lá até o suco gástrico me sabe bem (yaaac! que imagem...)
No fundo, no fundo, eu sou um emigrante no meu próprio país (agora que falo nisso também me ocorreu que poderia ser proxeneta).
Bom, voltando ao tema: estou satisfeito por lá ir acima. Aquele canto é meu, sinto-o como tal. Aqui em baixo vivo por empréstimo. A malta deixa-me cá viver, trata-me bem mas só cá estou para trabalhar. Lá em cima não. Lá eu consigo mudar as agulhas. E que bem que isso me sabe.
Associado a este facto, estou também satisfeito porque o Pai Álvaro vai apresentar um dos seus já cerca de vários livrinhos. Desta feita, a obra a apresentar é sobre o seu menino, o Parque de Campismo do Fundão (e um pouquinho também sobre o Convento de Santo António). Ele não queria grande alarido na coisa mas pelos vistos lá se foram proporcionando as condições para que assim não seja e aquilo promete estar compostinho. Consta até que vai ter, pelo menos um, apresentador de luxo.
Imagino que lhe tenha sabido muito bem, transpor para texto as memórias de 25 anos de carolice. Aprecio isso e imagino que tenha sorrido muitas vezes sozinho enquanto passava revista à cabeça e se reencontrava com as peripécias e com aqueles amuos que não resistem ao tempo.
Penso entender bem este gozo em torno da carolice. Pudera, na verdade é isso que sou, um carola. Não fora o gosto pela coisa e jamais trabalharia no que trabalho.
Tenho já em forma de ideia algumas sensações que a leitura do livro me trouxe. Mas se me permitem, vou guardá-las para a apresentação.
PS: entretanto chegou-me esta reportagem sobre a apresentação de domingo.
Fica a musiqueta do dia, e votos de bom fim-de-semana. O meu vai ser! Vou renovar o ar dos pulmões!
quarta-feira, março 07, 2012
Pinturas a giz no ringue
No domingo passado fomos conhecer os canitos da união zoófila e depois o mestre pitau esteve a pintar helicópteros, burros, peixes, mesas, garrafas, leões, padres, sois e por ai em diante.
Eu ainda tentei que nos dedicássemos a jogar à bola mas cada dia que passa estou mais certo que não vou ser o tio rico de uma estrela de futebol. Já no que diz respeito às obras de arte tenho um pouco mais de fé. Para já, na sala lá de casa e em lugar de destaque, mora a obra que evoca o meu 30º aniversário, onde apareço eu e um castelo (falta aqui a foto disso...).
Eu ainda tentei que nos dedicássemos a jogar à bola mas cada dia que passa estou mais certo que não vou ser o tio rico de uma estrela de futebol. Já no que diz respeito às obras de arte tenho um pouco mais de fé. Para já, na sala lá de casa e em lugar de destaque, mora a obra que evoca o meu 30º aniversário, onde apareço eu e um castelo (falta aqui a foto disso...).
sexta-feira, março 02, 2012
Granfondo Skyroad Aldeias do Xisto
Eu estou a contar fazer isto. A organização está a cargo de pessoas muito competentes e o percurso é bestial! As inscrições abrem em Abril!
Apunten-se!
Apunten-se!
quarta-feira, fevereiro 15, 2012
Justiça poética
Quando eu era chavalo andava no Judo. Certo dia, no ciclo,
tinha eu uns 11 anos, um colega a quem irritávamos chamando de Alvarinho-Xuxú
pediu-me que lhe mostrasse como se fazia uma imobilização:
- deita-te ai no chão que eu mostro. Metes o teu peso e
entrelaças assim o braço na perna.
De repente, a malta à nossa volta ficou em silêncio e no
instante seguinte estava uma besta de cabelo branco atrás de mim que me
levantou do chão pelas orelhas. A noção que tenho é que os meus pés se
levantaram efectivamente do chão. O choque e a dor foram tal que me lembro de
ter largado umas gotas de xixi.
Ainda com as orelhas a suportarem o meu peso a besta
dirigiu-me uma reprimenda para finalmente me largar. Fez-me depois rodar para
ele e pregou-me duas bofetadas que ainda hoje me doem.
O animal cagou em saber se eu estava a brincar ou se estava mesmo
à porrada. Eu também não estaria em condições de lho explicar. Fiquei ali especado
uns momentos e fui-me sentar.
O tipo sempre foi senhor de se fazer respeitar. Hoje, voltei
a ouvir falar dele. O assunto era em grande. Assim uma coisa à imagem do animal, tão grande que a TVI fez notícia. O título reza assim: Misericórdia do Fundão: ex-provedor, trêsfilhas e dois genros acusados de peculato.
sexta-feira, fevereiro 10, 2012
World Press Photo
Ai estão os resultados do concurso deste ano do World Press Photo. Como sempre, há imagens impressionantes. Passem por lá, vale a pena.
Este ano a imagem do magote que esteve no Ironman Hawaii teve direito a prémio. E o boneco é realmente bestial.
Já agora, visitem o site do artista. Tem imagens fantásticas: www.donaldmiralle.com
Este ano a imagem do magote que esteve no Ironman Hawaii teve direito a prémio. E o boneco é realmente bestial.
Já agora, visitem o site do artista. Tem imagens fantásticas: www.donaldmiralle.com
quarta-feira, janeiro 11, 2012
Oh meu deus
Nem a prova a que vou, e muito menos eu próprio, temos algo em comum com a grandiosidade das paisagens e as performances que o vídeo abaixo versa. Contudo, como um homem (assim daqueles com h'zinho pequenino) precisa de ganhar pica para arrepiar caminho e enfrentar desafios para os quais está claramente subpreparado e sobrepesado, ontem à noite decidi pedir ajuda ao Youtube e por lá achei cerca de vários vídeos engraçados. Este aqui é um deles.
Ainda um dia, quando for mais pequeno, gostava de fazer este negócio do Mont Blanc. Mas para já, se terminar os cerca de 40Km ali de Proença-a-Nova já não vou nada mal.
Sorte e saúde!
Ainda um dia, quando for mais pequeno, gostava de fazer este negócio do Mont Blanc. Mas para já, se terminar os cerca de 40Km ali de Proença-a-Nova já não vou nada mal.
Sorte e saúde!
Nanga Parbat Winter Expedition
Sou mesmo, mesmo fã destes dispatches da North Face! Em 3 minutos um tipo lava os olhitos e fica ao corrente da dureza da empreitada.
A coisa posta em duas pinceladas é mais ou menos assim: o Simone Moro e o Denis Urubko andam numa empreitada que consiste em escalar montanhas com mais de 8000 metros mas de Inverno. Dizem eles que assim apanham menos confusão e que rapar frio do bom até chega a ser engraçado! Depois de o terem feito no Makalu e Gasherbrum II eles estão agora no Nanga Parbat.
Tomem lá então os ditos dispatches desta expedição e se quiserem ver um vídeo mais completo sobre a expedição ao G2 espreitem aqui.
A coisa posta em duas pinceladas é mais ou menos assim: o Simone Moro e o Denis Urubko andam numa empreitada que consiste em escalar montanhas com mais de 8000 metros mas de Inverno. Dizem eles que assim apanham menos confusão e que rapar frio do bom até chega a ser engraçado! Depois de o terem feito no Makalu e Gasherbrum II eles estão agora no Nanga Parbat.
Tomem lá então os ditos dispatches desta expedição e se quiserem ver um vídeo mais completo sobre a expedição ao G2 espreitem aqui.
segunda-feira, janeiro 02, 2012
Doces de Natal
Este ano, o Natal teve muitos doces. Deixo aqui imagens de alguns.
Boas festas e um feliz dois mil e doce!!!
Boas festas e um feliz dois mil e doce!!!
segunda-feira, novembro 28, 2011
Gêres
O Señor Silva está cada vez mais um experto a fazer estes clips-resumo-do-fim-de-semana. Este aqui versa um negócio que fizemos lá em cima, no Gerês, aqui há uns fins-de-semana atrás.
sexta-feira, novembro 25, 2011
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