quinta-feira, agosto 02, 2007

A pedido de várias famílias: O HOMEM DA FOICE

Imaginem um ambiente bucólico. Imaginem um amanhecer sombrio (isto é quase incoerente, mas é mesmo assim). Imagem que até a biossíntese deixou de funcionar nas plantas devido à escuridão. Imagem fumo de côr negra e o cheiro e enxofre no ar...

Bom... não tem nada a ver!!!! A estória acontece noutro lado: na Serra da Gardunha.

Quando
Quando eu era maluco, imberbe e bebia copos todas as noites até de manhã.

O Porquê
Era sábado à noite. E como em qualquer outro sábado à noite eu não estava alcoolizado, já me tinha passado...
Arrastei o meu pesado odro até ao meu lar de então (sito no Parque de Campismo do Fundão). Caminho por ali acima na companhia do recentemente enforcado Ricardo Mendonça. Chegados ali, alguém nos informa de que havia pessoal na clareira (uma zona tipo planetário: no meio de floresta densa uma janela para o céu) a fazer um pequeno almoço de febras e vinho tinto. Tivemos de ir ver. Estavam por lá o Mokas, o Valdemar, o Patacha, o Mutt e acho que também estava o meu fiel leitor Amaral (um dos dois). Tudo figuras interessantes daqueles tempos. Lá estivemos a conviver até o sol raiar. Como dali a horas eram horas de trabalho decidimos dar corda ao caneto e cumprir os curtos minutos de caminho de volta à tenda, havia que dormir as minhas 3 ou 4 horas de sono reparador.

O Record do Mundo
Eu conheço (ou conhecia...) todas as figuras do Fundão, uma figura fantasmagórica como a que vos vou descrever não passa despercebida a ninguém. E eu nunca mais a vi. Portanto: não existe, era alguém de outro mundo. E não vinha por bem!

Estava de novo só com a companhia do Mendonça. Descemos em corta-mato para o estradão que dá acesso ao parque. O resto dos humanos tinha ido de carro por outro lado. Assim que chego ao estradão reparo que o Mendonça está dois metros à minha frente parado, apesar de estar de costas sei que estava lívido, branco como a cale!! Sigo o olhar dele e deparo-me com um tipo não muito alto, cabelo totalmente branco e muito curto, tipo marine. O não-humano estava vestido de negro dos pés à cabeça. Não tenho a certeza mas acho que os olhos eram vermelhos (esta parte talvez tenha sonhado, o resto é real!). Na mão ele tem uma foice e olha especado para nós. Só o estradão nos separava do golpe mortal da sua foice. Eu decido que é ali, naquele instante, que se fazia história no desporto: batemos o record do mundo dos 400 metros para escapar de uma morte certa. Se eu ali não estivesse o Mendonça seria o actual recordista do mundo mas naquela ocasião foi segundo, temos pena...

5 comentários:

daniel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
daniel disse...

É caso para dizer:

E o homem "foice" desta para melhor.

dvaz disse...

Meu amigo: isto é absolutamente real! Eu devo ser um gajo extremamente perigoso porque há tipos que vêm do futuro, ou do passado, para me eliminarem...

Mendonça disse...

Eu estava lá!Eu vi, assisti e acagacei-me todo, tal como o recordista dos 400 metros que fez claramente falsa partida, caso contrário a corrida não teria ficado assim...mas verdade seja dita que acho que o não-humano também se assustou, mas não era eu que ficava lá para lhe perguntar o caminho mais fácil para Fátima!!!Abraço !

Fernando Carmo disse...

Maricas!