quinta-feira, setembro 13, 2007

O amor, numa carta da EMEL

Fui eu descansadinho da minha vida almoçar ali à Cantina dos Hare Hare Krishna (podem-me visualizar levantado à frente da cadeira a saltar alternadamente em cada pé e com as mãos no ar acenando aos deuses). Venho na amena cavaqueira com o futre salvador e lá saio do bólide esquecendo por completo que agora há aquelas paneleirices dos parquímetros. Uma porcaria duma cidade de província a imitar o Fundão e a meter parquimetros... onde é que já se viu... adiante! Lá fui ao almoço e quando venho de volta ao bólide reparo que uma menina com o equipamento oficial (e de gala) da EMEL me estava a fazer olhinhos. Como já estou habituado (sou giro) continuei no meu passo firme até ao bólide. Quando lá chego dá-se a situação de drama desta rapsódia: não tinha inserted coin to join... Assim sendo, a menina viu ali a hipótese de se declarar a mim!!!! Deixou-me uma carta por debaixo do limpa pára-brisas (o equivalente a almofada numa cama) mascarada de multa. Ao início pensei ser mesmo uma multa mas depois fui aos detalhes:

- a multa só era de 5€ -> valor simbólico, ela queria era festa!
- deixou o nome dela lá escrito -> quer que eu a contacte!!
- escreveu lá a minha matrícula -> é como chamar-me "Davidezinho"
- deixou um número de telefone fingindo ser da EMEL -> liguei às 17.00, ninguém atendeu. Só pode ser de casa dela, estava a trabalhar!! Na EMEL atendiam a essa hora, não???!!!!

3 comentários:

marta jorge disse...

coitadinho de ti...
essa fase vai passar ...
até porque a emel é fecha ás 4 e meia ;)

dvaz disse...

como às 16.30?!!!!!! só pode ser de casa dela!! acho que não há duvidas aqui.

Anónimo disse...

Ve-se mesmo que és o homem das multas né???