terça-feira, outubro 06, 2009

Amor? Desconfio...

Há já algum tempo que tenho as minhas razões para ter o pé atrás, mas um tipo quando frequenta dois casórios em dois fins-de-semana consecutivos acaba com algumas das suas ideias postas em causa. Forçado pelas circunstâncias (e por uma dica do Dr. Joanel, o Prata de Monteiro) vi-me obrigado a lançar mãos à obra e investigar.

A conclusão é simples e óbvia: essa modernice do amor não é - nem pouco mais ou menos - de se fiar, dura pouco e rapidamente assume outras formas - necessariamente diferentes das contratadas. Um embuste!

De acordo com uma notícia que encontrei na BBC, houve uns tipos em Itália, liderados por um tal de Dr. Lance Workman que descobriram o composto químico responsável pelo dito, o amourrrrrr... Contudo, e como eu previa, a coisa acaba ao fim de um ano. Diz que não-sei-quê- dos-químicos-dos-niveis-que-regridem ao fim desse tempo e a coisa passa assim para um modo confortozinho-com-pouca-manutenção.

Segundo o fulano: "The love became more stable. Romantic love seemed to have ended." e ainda que "But it seems from this study biochemical mechanisms could be involved in the mood changes that occur from the early stage of love to when the relationship becomes more established."

Em resumo:
1 - Os meus dados de campos sempre apontaram na direcção correcta.
2 - Não se pode confiar minimamente no amor.
3 - Mais vale manter a coerência e a dignidade, sendo um/a vagabundo/a toda a vida!

Tenho dito!

Ah! se por acaso algum dia eu mudar de opinião peço que me façam o seguinte:
1 - Batam-me com um pau.
2 - Lembrem-me que a festa vai ser, no mínimo, deste estilo.

6 comentários:

Pat disse...

AMEN!

Onde é que assino?!?!

TudoNice disse...

Eu também assinava... se não tivesse assinado já... lá está!

Mas agora... esse casamento aí no final... FUOOOOOODAAAASSSSEEEE!

Ca tomatos!

Catarina disse...

És mesmo o que eu chamo de Tónho!

Bjs

Sara Lambelho disse...

Como dizia o Poeta ...

Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não ...

[Vinicius de Moraes]

paulo lamego disse...

Qual bater com um Pau, levas é com um barrote.

dvaz disse...

O tamanho, grossura e artefactos aguçados que lhe venham a instalar na ponta deixo ao vosso critério! O importante é que um gajo seja espancado ao ponto de se (a)lembrar o que é que anda a fazer neste mundo!!

Fanzada: o estudo prova exactamente o que o primo de Moraes diz ai nesse negócio: o amor existe dura é poucachinho...
Sofre é uma mutação para uma cena qualquer diferente que tem a ver com conforto. Deve ser assim uma espécie de meio termo entre um copinho de leite com mel à noite, antes de ir dormir, e uma bela tarde de domingo a arronchar no sofá enquanto se vêm aqueles filmes dos cães na TVI!

Ou seja: é bem bonito e tal. Eu pessoalmente não bebo leite quente nem amo tardes no sofá. Contudo - e como em tudo há sempre um contudo - nos dias de Volta a França e de ressaca sabe muito bem! :-P

Beijos a tutti!